Guilherme Breslauer, Advogado

Guilherme Breslauer

Rio de Janeiro (RJ)
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Guilherme Breslauer, Advogado
Guilherme Breslauer
Comentário · há 11 anos
É impressionante o zelo com que os críticos da pena de reclusão para criminosos atacam no Brasil essa instituição do direito penal comum a todos os países do mundo. Se utilizam do fato incontestável de que o sistema prisional brasileiro é caótico, corrupto e ineficiente para fundamentar suas "pregações" pela defesa das penas ditas "alternativas". Tornozeleiras poderiam ser boas (se houvesse efetivo monitoramento) para evitar, por exemplo, que espancadores de mulheres se aproximassem da residência ou do trabalho de suas vítimas, mas não significa absolutamente nada para assassinos, traficantes, estupradores, latrocidas, entre outros "anjinhos". Prisão domiciliar (com a tornozeleira monitorada) poderia ser aplicada para pequenos delitos, como injúria e furtos de pequena monta, ou para prisão civil do alimentante inadimplente. Agora, prisão domiciliar para bandido da pesada ou para os "anjinhos" acima? Para político corrupto? Aliás, corrupção de autoridades deveria ser equiparada a roubo ou, em alguns casos, a homicídio, com direito a longos anos de cadeia mesmo. Se os presídios estão superlotados, que se construam mais! Se as condições são subumanas, que se elevem-nas a um nível aceitável. Mas não venham com esse discurso de que todo bandido é uma vítima da sociedade, por que não teve isso ou aquilo e morava na favela. 90% dos moradores de favelas e das periferias são trabalhadores, "ralam" o dia inteiro por um salário mínimo, perdem 4 horas na ida e volta de casa ao trabalho em trens e ônibus lotados, se aposentam na pobreza, mas morrem velhos e dignos. Vagabundo é vagabundo, prefere roubar, matar, traficar, por que parece mais fácil - e no Brasil, infelizmente, é mesmo mais fácil! Para esses, 30 anos é pouco, a pena máxima deveria ser dobrada, e se acabar com essas "jabuticabas" penais inventadas no Brasil, de progressão de regime com 1/6 da pena, visitas íntimas, indultos de natal, carnaval e do coelhinho de páscoa. Todas essas "gracinhas" só beneficiam a bandidagem (e seus advogados, que ganham bem para obter as benesses para seus clientes que podem pagar) e significam um soco no estômago das vítimas ou de seus familiares, que são violentados pela segunda vez, sob um falso manto de "justiça".
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